Organizações saudáveis e felizes rendem mais!

Felicidade no trabalho é estar realizado com as atividades profissionais, certo? Afinal, todo mundo merece ser feliz fazendo o que gosta. Há anos diversos pesquisadores e estudiosos vêm comprovando que as empresas que buscam investir em motivação e criação de um ambiente de trabalho melhor, rendem mais. Seja tanto na qualidade dos seus trabalhos quanto nos lucros.


É claro que o conceito de felicidade é bastante subjetivo e varia conforme a experiência e as motivações de cada um. De acordo com o especialista no assunto Nic Marks, a melhor definição de felicidade seria “uma abreviação de uma ótima experiência, que resume a qualidade das vivências no trabalho diário.”

Agora, como é possível promover a felicidade no dia a dia das empresas?


Sabendo da importância deste tema, o programa “Caminhos da Felicidade”, que vai ao ar toda quinta-feira, às 17h10, contou com a nossa fundadora Flávia da Veiga e Christine Gili, coordenadora de saúde e qualidade de vida, abordando sobre Felicidade nas Organizações, apresentando o case de sucesso do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT).


Como todos sabem, o conjunto de emoções e sentimentos que define se nos sentimos bem com o que fazemos todos os dias é de extrema necessidade, quanto mais que passamos boa parte do tempo no ambiente de trabalho. Em relação a essa perspectiva, Christine Gili conta como foi possível pôr o projeto em prática: “Nasceu de uma demanda, uma constatação de que precisávamos fazer alguma coisa para cuidar da saúde mental dos nossos servidores e magistrados. O número de afastamentos decorrentes de transtornos mentais e comportamentais estava cada vez maior. E quando o assunto é saúde a gente costuma falar muito mais de doença. Eu queria inverter essa lógica. E foi na psicologia positiva que encontramos o caminho. Então, nos debruçamos nesta ciência – já adianto que não é mágica, é ciência”.

Ela também completa: “Entender isso traz mais segurança, é importante as pessoas saberem disso para que a gente possa levar uma proposta dessa. Foi por isso que nasceu o Florescer: unidade de saúde e qualidade de vida, onde trabalho no tribunal, lugar que a gente descobre que felicidade é muito mais que saúde e qualidade de vida.”


Em meio a uma conversa tranquila, Flávia aponta que felicidade no trabalho – na maioria das vezes – é abordada de forma equivocada, “como se ter uma mesa de sinuca e festinha fosse o suficiente para deixar as pessoas felizes. E não tem absolutamente nada a ver com isso”, comenta.


Christine Gili confessa que a utilização de métodos simples no projeto proporcionou resultados extremamente positivos, deixando claro que investir no programa não é uma despesa, e sim, um ótimo investimento. Ainda sobre isso, ela explica: “Tivemos que dar prioridade a outras questões, como a saúde mental dos servidores que tiveram que se adaptar ao trabalho remoto. Fizemos um levantamento da percepção em relação a volta do trabalho, para construirmos juntos um plano de retomada, designado como Pacto de Retomada Responsável, com a perspectiva de que não era o tribunal ditando regras e, sim, uma construção do que todos pensam e sentem a respeito das necessidades organizacionais.”

Contudo, praticar a empatia nesses casos é a melhor solução. Assim, quando nos colocamos do lado da pessoa, somos capazes de sentir o que ela sente, deixando-a em uma posição mais confortável, e entendemos claramente que ambos estão à procura do melhor acordo. Ou seja: o certo é procurar experimentar de forma objetiva e racional o que cada um sente a fim de tentar compreender sentimentos e emoções.

Felicidade organizacional é pôr as pessoas no centro das organizações


A felicidade no trabalho depende de inúmeros fatores organizacionais, culturais e gerenciais. No dia a dia, é natural que em determinados momentos as ideias e emoções caminhem para lados opostos. É normal. A vida não funciona sempre da forma que esperamos. Mas, é nessas horas que a nossa inteligência emocional ganha destaque e principalmente a capacidade de entender, conhecer e ajudar o outro naquilo que for preciso para alcançar o bem-estar desejado.