O que é ansiedade infantil? Principais causas, sintomas e tratamentos

Antes de falarmos sobre ansiedade infantil, vale contextualizar que a ansiedade é um transtorno que afeta mais de 264 milhões de pessoas globalmente. O número representa uma alta de 15% em comparação a 2005.



Segundo dados da OMS, em 2020, o Brasil já liderava a lista dos países mais ansiosos do mundo com uma taxa de 9,3% da população demonstrando algum tipo de transtorno ansioso.


No entanto, durante o período de pandemia, estudos estimam que 80% da população se tornou mais ansiosa, em comparação com 30% em outros países.


Os dados apresentados mostram informações alarmantes sobre uma condição que não atinge somente os adultos. A discussão sobre ansiedade, muitas vezes, não abrange as crianças.


Porém, dados da Universidade em São Paulo apontam que uma em cada quatro crianças e adolescentes apresentou sintomas de problemas de saúde mental durante a pandemia do coronavírus.


O que é ansiedade infantil e por que acontece?

A ansiedade é uma resposta automática do cérebro a situações de perigo, muitas vezes acompanhada de medo, nervosismo ou preocupação. É importante ressaltar que todas as pessoas se sentem ansiosas desde a infância e o sentimento de "ansiedade" é completamente normal! No entanto, essa situação deverá ser observada caso esteja influenciando o comportamento e desenvolvimento da criança, assim, um médico poderá avaliar se isso se trata de um caso de transtorno de ansiedade. Quais são os sintomas do transtorno de ansiedade?


O transtorno de ansiedade pode ser manifestado por meio de sintomas psicológicos ou físicos, sendo eles: Sintomas psicológicos da ansiedade infantil: Desenvolvimento de medos e fobias (além do normal); Mudanças de humor repentinas; Tristeza e quietude; Piora no rendimento escolar. Sintomas físicos da ansiedade infantil Ausência de apetite; Problemas de sono; Dores de cabeça; Dor de barriga; Tontura. Por que ocorre e como evitar? O transtorno ansioso pode ocorrer devido a muitos fatores e geralmente é desenvolvido por questões psicossociais. Por exemplo, uma criança pode desenvolver o transtorno após vivências traumáticas como brigas, acidentes, doenças, luto, etc. Outro fator é a família, sendo que pais ansiosos têm mais probabilidade de criar filhos ansiosos do que pais que não apresentam essa condição. Portanto, para evitar que as crianças desenvolvam qualquer tipo de transtorno psicológico, é importante que seja oferecido a ela um lar seguro e saudável e relações de amor e respeito. Vale ressaltar que esse não é o único motivo pelo qual uma criança pode desenvolver o transtorno de ansiedade. Outros fatores também podem desencadear a condição e por isso é essencial que, caso haja suspeitas, um médico seja consultado. Tratamento Existem alguns tipos de tratamento para crianças que já desenvolveram essa doença. O primeiro é a psicoterapia, a qual a criança terá acompanhamento psicológico de um profissional que surtirá efeitos a médio e longo prazo. O outro tratamento é feito à base de medicamentos prescritos por um profissional. Em todo caso, é de extrema importância que qualquer atitude seja tomada depois da avaliação médica. A família e pessoas próximas à criança podem contribuir nesse processo, oferecendo: Atividades ao ar livre Técnicas de relaxamento e meditação Alimentação saudável e balanceada Auxílio no sono Respeito e segurança Escuta ativa A ansiedade é uma doença antiga, que tem se espalhado durante o século XXI, portanto, é necessário que todos se informem sobre o que é, como tratar e evitar. É importante que as famílias das crianças evitem se culpar, uma vez que a criança necessitará de apoio e poderá sentir o sentimento negativo vindo da família ou pessoas próximas. Pais de crianças ansiosas podem notar frequentemente situações de birras e medos repentinos, porém devem se lembrar que mesmo frustrante, a ansiedade é uma doença e não é culpa da criança.