Dia da Manicure, saiba um pouco sobre o papel das unhas na evolução da sociedade

Em 14 de junho comemora-se o Dia da Manicure, profissional especialista na saúde e na estética das unhas. O termo “manicure” se origina das palavras em latim “manus“, que significa mão, e “cura“, que significa cuidado.


Em 2012, a profissão de manicure foi reconhecida oficialmente pela Justiça no Brasil. Com isso, a partir da Lei nº 12.592, os atuantes nessa área passaram a ter seus direitos trabalhistas garantidos por meio da sua própria categoria.



Um pouco de História


No Antigo Egito, cerca de 3.000 anos a.C., existiam pigmentos específicos designados às mulheres nobres para diferenciá-las das mulheres comuns. Inicialmente, a burguesia usava as pontas dos dedos tingidas de dourado ou prateado para representar o luxo em que viviam. Com o passar do tempo, a cor preta foi adotada como sendo o adorno oficial da classe alta.


Diz a lenda que durante o seu reinado, Cleópatra proibiu qualquer pessoa, além dela mesma, de pintar as unhas. A punição para quem desobedecesse sua ordem era a morte.


Na China milenar não era a cor, mas sim o comprimento das unhas o verdadeiro indicador de status social elevado. Conservar unhas longas sinalizava não precisar fazer serviço pesado. Para os homens, era sinônimo de ter um trabalho burocrático ou intelectual (sem contato com a terra ou com a construção). Para as mulheres, denotava não precisar cuidar da casa, cozinhar e lavar.


Durante o Império Romano foi a vez do oposto entrar em cena: a moda da época eram unhas curtas. Os cantos eram arredondados com a fricção de um pedaço de couro cru ou cortiça, por uma questão de higiene e também para facilitar o manuseio de espadas e adagas.


Já na era moderna, mais precisamente em 1910, surgiu em Nova York, nos Estados Unidos, a primeira empresa de produtos voltados especialmente para as atividades de manicure: a Flowerey Manicure Products (que desenvolveu a lixa no formato de palito de picolé, utilizada até hoje, por exemplo).

O esmalte vermelho ganhou repercussão mundial a partir dos anos 1920, nas mãos das divas estrelas de Hollywood. O vermelho simbolizava glamour. Foi tendência até o final dos anos 1940.


De 1950 até meados de 1960 uma onda conservadora cristã de valores tradicionalistas inundou as Américas e um senso de moralidade exacerbado se instalou em boa parte dessas sociedades. Nesse recorte temporal, afirmava-se não ser de bom tom “moças decentes” aderirem a cores vibrantes. Foi um tempo onde os esmaltes eram predominantemente em tons suaves; como o rosa claro, o lavanda, o bege ou simplesmente a aplicação de base incolor.


Entre os anos 1970 e 1980 muitos experimentos foram desenvolvidos nas unhas femininas, que já dominavam uma fatia significativa do mercado de cosméticos. Com seu público alvo sempre sedento por uma tonalidade exótica ou uma ideia ousada, cuidar das unhas se apresentava agora como uma forma de expressão artística.


Nos anos 1990, ir à manicure/pedicure se consolidou no cotidiano do cidadão médio como uma atividade acessível. Não era mais necessário ser milionário para adentrar um salão de beleza e tirar a cutícula. No decorrer dos anos 2000 a manicure foi alçada a condição de “designer”, tendo a sua disposição técnicas avançadas que oferecem ao cliente um leque enorme de possibilidades criativas.