Capital Humano: Qual a importância para as organizações?

O capital humano é um dos pilares por trás do sucesso ou do fracasso das empresas. Sua correta gestão, bem como o olhar atento por parte do RH, devem estar no topo das prioridades de organizações que buscam alta performance.



Afinal, chegar nessa posição é um desafio complexo.

É preciso muito mais do que tecnologias e inovações estratégicas.

O seu time de profissionais, o capital humano, deve ser o vetor das transformações — capaz de agregar valor a cada entrega, aprimorando o trabalho da empresa.

No entanto, saiba que não se trata apenas de contratar profissionais de currículo excepcional.

É preciso, antes de tudo, se apropriar de estratégias de gestão que ajudem o RH a compor um time diversificado, com diferentes níveis de experiência e com qualificações que se adequam às necessidades do negócio.

Essa é uma missão complicada, por isso que o assunto de gestão do capital humano gera tantas dúvidas.

Neste conteúdo, nós vamos te entregar todas as respostas!

Aqui você encontra um verdadeiro guia sobre capital humano, práticas de gestão, como fazer funcionar a sua empresa e quais tecnologias podem auxiliar no processo. Pronto aprender tudo isso?


O que é capital humano?


Basicamente, a definição de capital humano é a soma de conhecimentos de um colaborador.

Quando reconhecidas, essas capacidades podem ser usadas na busca pelos objetivos da empresa, em ações estratégicas e nos processos internos do negócio.

O capital humano nas organizações não se trata de um número ou um racional da quantidade de funcionários, mas, das oportunidades criadas por ele e pelo valor que o colaborador agrega no dia a dia para a empresa.


Ao gerar lucro com seu trabalho, desenvolver rotinas e práticas de valor para a cultura, missão, produtos e serviços da empresa, o capital humano se torna um ativo essencial para negócios que desejam se colocar à frente da concorrência.


É por essa razão que o trabalho do RH tem sido cada vez mais importante e estratégico.

O capital humano não é algo puramente “adquirido” no momento da contratação.

É claro, há vezes em que um profissional de extremo conhecimento é adicionado ao time e potencializa o capital humano da empresa.

No entanto, o tema também se trata da forma com que a organização trabalha e desenvolve os seus profissionais.

É preciso ser uma parceira contínua de seu desenvolvimento de habilidades, conhecimentos e competências.

Assim, a empresa fornece as ferramentas para que o profissional cresça, enquanto do outro lado da moeda, ele se sente motivado, valorizado e pronto para agregar ainda mais valor às suas execuções.


Quando e onde surgiu o conceito de capital humano?


O conceito de capital humano é debatido há muito tempo nas esferas acadêmicas e políticas.

Sua consolidação, no entanto, tem origem a partir dos estudos de Theodore W. Schultz, um economista americano, ganhador do Prêmio Nobel de Ciências Econômicas de 1979, que trabalhou em cima do conceito na década de 50, ao estudar a recuperação econômica dos países no pós-Guerra.

De acordo com Schultz, “capital humano é o conjunto de conhecimento, habilidades e atitudes que favorecem a realização de trabalho de modo a produzir valor econômico”.

Em 1960, Gary Becker, outro economista americano, se aprofundou no tema, popularizando-o entre acadêmicos da área.

Para Becker, o capital humano era o diferencial essencial que explicava o abismo do desenvolvimento econômico entre os países.


Para que serve o capital humano?


O capital humano é um dos principais meios de gerar receita em uma empresa. Serve de tração para que as entregas da empresa, seja na esfera operacional como na estratégica, se provem acima da qualidade.

Porém, é aqui que a necessidade de uma boa gestão de capital humano aparece.

Como você aprendeu, não basta apenas contratar os melhores profissionais. Você pode ter em mãos um time de currículo incrível, mas disfuncional como equipe.

É onde uma boa gestão age.

É necessário reconhecer e valorizar os profissionais, entendendo seu perfil (pontos fortes, fracos, oportunidades de melhorias) para criar estratégias que potencializem suas entregas.

Já ouviu falar que um bom líder precisa gerir de maneira particular para cada um dos seus liderados entendendo cada indivíduo como único? É disso que estamos falando.

É como uma solução caseira, sob medida e com a assinatura da empresa, para desenvolver e empoderar os seus colaboradores.

Nesse processo, existe também a área encarregada por identificar, atrair, motivar e reter os principais talentos da empresa.

Ou seja, o capital humano é uma força de trabalho que lhe entrega algo além da simples operação, mas verdadeiramente agrega valor ao negócio.

Por isso, é preciso investir de forma contínua em sua qualificação, motivação e melhores condições de trabalho.

Uma forma de fazer isso — e que serve muito bem para o marketing da empresas — é com apoio para o funcionário realizar cursos, graduações e pós-graduações.

Não por menos, de acordo com dados do Businessolver, cerca de 89% dos profissionais acreditam que a qualidade, os tipos e o custo dos benefícios indicam os valores da empresa.

Ou seja, sua imagem e com quem se preocupa.

A gestão e a manutenção do capital humano é, portanto, uma missão do RH e também de todos os líderes.

Ao aprimorar o trato com os colaboradores e suas condições perante a empresa, é possível ver melhorias significativas nos resultados, garantindo o futuro do negócio.


Como o capital humano pode ser adquirido?


O capital humano, no ponto de vista da empresa, é como uma faca de dois gumes: há o fator pessoal do profissional, que determina seu potencial, mas há também as ações corporativas que a organização toma para testar e alcançar este potencial.

Dito isto, é inegável que do lado do colaborador, vai pesar muito seu nível de educação, experiência, técnica e perícia na área.

São fatores que muitas vezes fogem do controle da empresa.

No entanto, para a empresa, adquirir capital humano se torna muito mais uma ação prática do dia a dia. Ou seja, a procura, o investimento e o estímulo para que seus colaboradores se desenvolvam.

Os caminhos para esse desenvolvimento vão depender muito do tipo de profissional e da necessidade identificada em relação ao seu perfil.

Falamos de treinamentos, cursos, workshops, bolsas, viagens à trabalho, estágios, investimento em ferramentas e tecnologias que facilitem o seu trabalho.

Tudo que possa agregar valor técnico e/ou prático para os colaboradores, independente de seus cargos e níveis.

Dessa forma, é possível que a empresa realmente controle o desenvolvimento profissional de sua equipe.

Assim, pode influenciar de forma direta nos resultados a curto, médio e longo prazo!